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    Dia da Renovação Espiritual

    28 de junho de 2016

    Escrito por Victor Rebelo

    É muito comum as pessoas falarem sobre a importância da reforma íntima, no movimento espírita. Esse conceito, inclusive, assume fundamental importância quando se fala em evolução espiritual. Outro ponto chave no Espiritismo é a caridade; sem ela, segundo a codificação, não há salvação.

    Além destes dois conceitos – reforma íntima e caridade – os espíritos que orientaram Allan Kardec em sua obra também ressaltaram a importância do autoconhecimento. Vejamos o que diz a questão 919 de O Livro dos Espíritos: “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo”…

    Então, penso que temos três fatores que devem ser trabalhados em conjunto, por todo aquele que almeja a renovação espiritual: autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Vamos, agora, analisar um pouco cada um destes aspectos.

    Autoconhecimento

    Tudo começa por aqui. Não adianta você querer reformar algo que mal conhece. Antes de qualquer reforma, é fundamental conhecer aquilo que se deseja transformar. Isso não significa que precisemos ser sábios para iniciarmos a reforma íntima.

    Na verdade, penso que a sabedoria vem justamente com a mudança interior. Mas a nossa transformação, que ocorre gradativamente, precisa estar alicerçada em um trabalho de investigação interna. Precisamos aprender a olhar para nossa realidade íntima com sinceridade, com imparcialidade, mas também com acolhimento, com carinho, sem autojulgamento e autopunição desnecessários. Na verdade, é impossível você realmente amar o próximo se não ama e não aceita a si mesmo.

    Então, precisamos estar constantemente nos autopercebendo, atentos ao que ocorre em nosso mundo interno. O que nos irrita, o que nos causa medo, nos atrai, nos magoa… e como reagimos às diversas situações que surgem na vida. Ou seja: autoconhecimento é a percepção e compreensão dos nossos pensamentos, emoções, sentimentos e ações físicas. É estarmos conscientes da nossa realidade, cada vez mais.

    Reforma íntima

    Conscientes daquilo que sentimos ser a fonte de sofrimento, precisamos mudar nossos hábitos para cessar o sofrimento. Quando digo hábitos, me refiro aos nossos processos psicoemocionais, e não apenas ao nosso comportamento. Somos viciados em emoção, presos a padrões de pensamentos repetitivos que atrapalham nosso amadurecimento espiritual. Então, é preciso boa vontade para mudar, abandonando de vez aquilo que nos faz sofrer.

    Caridade

    É mais do que assistência social. No fundo, é estarmos de coração aberto, dispostos a acolher aqueles que vêm ao nosso encontro, no dia a dia. É o espírito de gratidão e a vontade de repartir, com todos, as bênçãos da paz que conquistamos. Isso acontece não porque queremos algo em troca, mas porque nossa “alma” pede. Caridade é ter fome de amar!

    Autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Esses são, na minha opinião, os três pontos chaves da evolução. Precisam ser trabalhados em conjunto, constantemente. Parafraseando Kardec: “Sem eles, não há salvação!”


    Consciência da Gratidão

    23 de junho de 2016

    À medida que a psique desenvolve a consciência, fazendo-a superar os níveis primitivos recheados pela sombra, mais facilmente adquire a capacidade da gratidão.

    A sombra, que resulta dos fenômenos egoicos, havendo acumulado interesses inferiores, é a grande adversária do sentimento de gratulação. Na sua ânsia de aparentar aquilo que não conquistou, impedida pelos hábitos enfermiços, projeta os conflitos nas demais pessoas, sem a lucidez necessária para confiar e servir. Servindo-se dos outros, supõe que assim fazem todos os demais, ante a impossibilidade de alargar a generosidade, que lhe facultaria o amadurecimento psicológico para a saudável convivência social, para o desenvolvimento interior dos valores nobres do amor e da solidariedade.

    A miopia emocional defluente do predomínio da sombra no comportamento do ser humano impede-o que veja a harmonia existente na vida.

    As imperfeições morais que não foram modificadas pelo processo da sua diluição e substituição pelas conquistas éticas atormentam o ser, fazendo-o refratário, senão hostil a todos os movimentos libertários.

    Não há no seu emocional, em consequência, nenhum espaço para o louvor, o júbilo, a gratidão.

    Desse modo, os conflitos que se originaram em outras existências e tornaram-se parte significativa do ego predominam no indivíduo inseguro e sofredor, que se refugia na autocompaixão ou na vingança, de forma que chame a atenção, que receba compensação narcisista, aplauso, preservando sempre suspeitas infundadas quanto à validade do que lhe é oferecido, pela consciência de saber que não é merecedor de tais tributos…

    Acumuladas e preservadas as sensações que se converteram em emoções de suspeita em de ira, de descontentamento e amargura, projetam-nas nas demais pessoas, por não acreditar em lealdade, amor e abnegação.

    Se alguém é dedicado ao bem na comunidade, é tido como dissimulador, porque essa seria a sua atitude (da sombra).

    Se outrem reparte alegria e constrói solidariedade, a inveja que se lhe encontra arquivada no inconsciente acha meios de denominá-lo como bajulador e pusilânime, pois que, por sua vez, não conseguiria desempenhar as mesmas tarefas com naturalidade. A ausência de maturidade afetiva isola o indivíduo na amargura e na autopunição.

    Tudo quanto lhe constitui impedimento mascara e transfere para os outros, assumindo postura crítica impiedosa, puritanismo exagerado, buscando sempre desconsiderar os comportamentos louváveis do próximo que lhe inspiram antipatia.


    Assim age porque a sua é uma consciência adormecida, não habituada aos vôos expressivos da fraternidade e da compreensão, que somente se harmonizando com o grupo no qual vive é que poderá apresentar-se plena.

    Autoconscientizando-se da sua estrutura emocional mediante o discernimento do dever, o que significa amadurecer, conseguirá realizar o parto libertador do ego, dele retirando as suas mazelas, lapidando as crostas externas qual ocorre com o diamante bruto que oculta o brilho das estrelas que se encontram no seu interior.

    Urge, pois, adotar nova conduta para se libertar das fixações perversas. Conseguindo despertar dos valores nobres, é inevitável a saída da sua individualidade para a convivência com a coletividade, onde mais se aprimorará, aprendendo a conquistar emoções superiores que o enriquecerão de alegria e de paz, deslumbrando-se ante as bênçãos da vida que adornam tudo, assimilando-as em vez de reclamando sempre, pela impossibilidade de percebê-las.

    O ingrato, diante do seu atraso emocional, reclama de tudo, desde os fatores climatéricos aos humanos de relacionamentos, desde os orgânicos aos emocionais, sempre com a verruma da acusação ou da autojustificação assim como do mal-estar a que se agarra em seguro mecanismo de fuga da realidade.

    Nos níveis nobres da consciência de si e da cósmica, a gratidão aureola-se de júbilos, e os sentimentos não mais permanecem adstritos ao eu, ao meu, ampliando-se ao nós, a mim e a você, a todos juntos.

    A gratidão é a assinatura de deus colocada na Sua obra.

    Quando se enraíza no sentimento humano logra proporcionar harmonia interna, liberação de conflitos, saúde emocional, por luzir como estrela na imensidão sideral…

    Por extensão, aquele que se faz agradecido torna-se veículo do sublime autógrafo, assinalando a vida e a natureza com a presença dele.

    Quando o egoísta insensatamente aponta as tragédias do cotidiano, as aberrações que assolam a sociedade, somente observa o lado mau e negativo do mundo, está exumando os seus sentimentos inconscientes arquivados, vibrantes, sem a coragem de externá-los, de dar-lhes campo livre no consciente.

    A paz de fora inicia-se no cerne de cada ser. Também assim é a gratidão. Ao invés do anseio de recebê-la, tornar-se-lhe o doador espontâneo e curar-se de todas as mazelas, ensejando harmonia generalizada.

    A vida sem gratidão é estéril e vazia de significado existencial.

    Autor: Joanna de Ângelis
    Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Psicologia da Gratidão


    Insegurança e Medo

    21 de junho de 2016

    O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.

    Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.

    Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.

    Em face de tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.

    Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.

    Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, essas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência, pelo desequilíbrio social vigente, pela fragilidade da vida física — saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça, receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas, e, por fim, a presença invisível da morte…

    Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranquila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado – evitando o padrão atemorizante – nem preocupação com o futuro.

    A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.

    *

    Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.

    Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

    Cada instante, vive-o, totalmente, sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.

    Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

    Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena, que age de forma responsável e tranquiliza os sentimentos.

    *

    O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

    É responsável pela ansiedade – medo de perder isto ou aquilo – sem dar-se conta de que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.

    A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.

    Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.

    Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.

    Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

    Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.

    (…) E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lo, mediante o hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral que os caracterizava.

    Ele, porém, não teve medo.

    Pensa e busca-o, libertando-te do medo e seguindo-o, em consciência tranquila, por cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.

    FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Felicidade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4.ed. LEAL, 2011. Capítulo 11.


    Poema de Gratidão

    12 de junho de 2016

     

    Poema de Gratidão – Amélia Rodrigues (Divaldo Pereira Franco)
    Muito obrigado Senhor!
    Muito obrigado pelo que me deste.
    Muito obrigado pelo que me dás.

    Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.
    Muito obrigado pela beleza que os meus olhos veem no altar da natureza.
    Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
    Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil
    E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.

    Muito obrigado Senhor!
    Porque eu posso ver meu amor.
    Mas diante da minha visão
    Eu detecto cegos guiando na escuridão
    que tropeçam na multidão
    que choram na solidão.

    Por eles eu oro e a ti imploro comiseração
    porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!

    Muito obrigado Senhor!
    Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
    Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
    A melodia do vento nos ramos do olmeiro
    As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!

    Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
    A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
    A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
    E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!

    Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir
    Porque eu sei
    Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!


    Obrigado pela minha voz
    Mas também pela sua voz
    Pela voz que canta
    Que ama, que ensina, que alfabetiza,
    Que trauteia uma canção
    E que o Teu nome profere com sentida emoção!

    Diante da minha melodia
    Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
    Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
    Oro por eles
    Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
    Eles cantarão!

    Obrigado Senhor!
    Pelas minhas mãos
    Mas também pelas mãos que aram
    Que semeiam, que agasalham.
    Mãos de ternura que libertam da amargura
    Mãos que apertam mãos
    De caridade, de solidariedade
    Mãos dos adeuses
    Que ficam feridas
    Que enxugam lágrimas e dores sofridas!

    Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
    Pelas mãos que atendem a velhice
    A dor
    O desamor!
    Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
    E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!

    Obrigado Senhor!
    Porque me posso movimentar.
    Diante do meu corpo perfeito
    Eu te quero rogar
    Porque eu vejo na Terra
    Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.

    Eu oro por eles
    Porque eu sei, que depois desta expiação
    Na outra reencarnação
    Eles também bailarão!

    Obrigado por fim, pelo meu Lar.
    É tão maravilhoso ter um lar!
    Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, uma tapera, um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho, ou seja, lá o que for.

    Que dentro dele, exista a figura
    do amor de mãe, ou de pai
    De mulher ou de marido
    De filho ou de irmão
    A presença de um amigo
    A companhia de um cão
    Alguém que nos dê a mão!

    Mas se eu a ninguém tiver para me amar
    Nem um teto para me agasalhar,
    nem uma cama para me deitar
    Nem aí reclamarei.
    Pelo contrário, eu te direi

    Obrigado Senhor!
    Porque eu nasci!
    Obrigado porque creio em ti
    Pelo teu amor, obrigado senhor!

    Poema de Gratidão – Amélia Rodrigues (Divaldo Pereira Franco)

     


    CONVITE

    1 de junho de 2016