Oração Pelo Brasil

Por Eurípedes Barsanulfo

Senhor!

 

Tu nos deste o Brasil por pátria de luz para o trabalho.

 

Ajuda-nos a viver de modo a nos transformarmos nos teus braços no mundo.

 

Contudo, nesta hora grave, pela qual passa o povo brasileiro, faze com que os ensinamentos do Cristo nos permita contribuir de forma lúcida e competente.

 

Então, Senhor, concede-nos o momento para pedirmos por esta nação e, sobretudo, por nossa gente:

 

– Que nenhum brasileiro seja o símbolo da guerra;

 

– Que nenhum de nós fomente a discórdia e a desunião;

 

– Que nas lutas da vida nossas armas sejam a honestidade, a bondade, a dignidade e a força irrefreável do labor;

 

– Que nossas críticas ferinas sejam transmutadas no apoio moral e na ordem que do alto emana: Pacificai!

 

– Que as disputas no cenário político sejam um convite a reflexão; e que o refletir traduza a necessidade da ação por meio da disciplina e da democracia conscientes!

 

Assim Seja!

Divaldo envia importante ALERTA sobre o CARNAVAL

A palavra Carnaval, segundo alguns linguistas, é composta da primeira sílaba de velho provérbio latino: Carne nada vale (carnis levale), também interpretado como “festa do adeus à carne”.
Equivale dizer que se deve aproveitar a vivência carnal para desfrutar-se até a exaustão os prazeres sensuais proporcionados pelos festejos.

A sua origem perde-se na poeira dos tempos, inicialmente entre os egípcios, em festa de homenagem a Ísis, mais tarde entre os judeus, os gregos, os romanos (as saturnais) até quando a Igreja o aceitou… Posteriormente, passou a ter aspectos mais amplos e Paris encarregou-se de divulgá-lo ao mundo. Na atualidade, o Brasil é o grande campeão do Carnaval, e, segundo o Guinness Book, o do Rio de Janeiro é o maior do planeta, com dois milhões e duzentos mil foliões, seguido pelo de Salvador, Recife, Olinda…

É a grande bacanal em que tudo é válido, desde que proporcione prazer.

À medida que os valores éticos foram perdendo a força do equilíbrio e da razão, tornou-se a grandiosa exposição de erotismo e de vulgaridade, a prejuízo da sensatez e da dignidade.
Realmente, não é o Carnaval o responsável pelos descalabros a que grande parte da sociedade se permite, mas, sim, a oportunidade para desvelar-se, cada qual, da persona que lhe oculta o ser profundo.
Objetivando ser uma catarse a muitos conflitos, momento de liberar-se da melancolia, de distrair-se, de sorrir e bailar, quase numa peculiar maneira de terapia do júbilo, os instintos primários assumiram o comando do indivíduo, fazendo-o liberar-se das paixões inferiores, por intermédio do exibicionismo e do total abuso sexual. Ao mesmo tempo, a fim de contrabalançar os limites orgânicos, as libações alcoólicas, as drogas de estímulo com graves consequências, os relacionamentos apaixonados e perigosos, a violência que se faz liberada pelos transtornos da personalidade.

Considerando-se a falsa finalidade do Carnaval, a festa em si mesma proporciona alegria, liberação de pequenos traumas, diverte, desde que vivenciada com equilíbrio e moderação. Transformada, porém, em elemento de sensualidade e de exorbitância do prazer, produz mais danos que satisfações, porquanto, logo passa, mas os hábitos e licenças morais permanecem, transformando a existência em um carnaval sem sentido, mais animalizando os seus adeptos.

Nessa efusão de promiscuidade a que muitos se permitem, o contágio de enfermidade infectocontagiosas, de transtornos emocionais e sonhos que se tornam pesadelos são os frutos amargos da grande ilusão.

Se desejas alegrar-te e participar dos desfiles alegóricos, ricos de beleza e de nudez erótica, procura manter o equilíbrio, lembrando-te, porém, de que és imortal.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 23-02-2017

OBSESSORES TERRÍVEIS

Antes de lançares sobre os desencarnados a culpa pelos males e aflições que, tantas vezes, padeces na existência carnal, medita na ação dos obsessores terríveis que, em ti mesmo, acalentas, sequer cogitando de sua perniciosa influência.

Tais entidades espirituais, embora sejam tão invisíveis quanto às outras que afirmas te rondarem os passos, costumam ser mais presentes em tua existência que os pobres desencarnados que, indebitamente, rotulas de perturbadores, quando, na maioria das vezes, não passam de criaturas necessitadas de tuas preces.

De maneira sucinta, listaremos abaixo tais agentes das trevas que, habitualmente, se fazem mais presentes em teu dia a dia, sem que tomes qualquer providência para deles te libertares.

Ódio – sob a sua ação funesta és capaz de tomar atitudes altamente comprometedoras de tua paz e felicidade.

Inveja – a sua força pode ser tão avassaladora sobre ti que, debaixo de sua sugestão hipnótica, corres o risco de deixar de viver a tua própria vida para viver a vida dos outros.

Ciúme – no campo do relacionamento humano, já se perdeu a conta do número de vítimas feitas por esse espírito que tem o estranho poder de anular o discernimento de quem por ele é possuído.

Egoísmo – exige exclusividade e, igualmente, não se sabe quantos por ele vivem em regime de completa subjugação moral, a ponto de anular quase todas as possibilidades de crescimento espiritual da criatura a que se enlaça.

Desânimo – atuando com sutileza, suscita infindáveis questionamentos a respeito do que vale ou deixa de valer a pena, em matéria de esforço, e, não raro, se transfigura em depressão e descrença.

Revolta – a dor que esta entidade costuma provocar na alma em que se aloja é tão grande, que, infelizmente, só poderá ser desalojada com o auxílio de uma dor maior ainda.

Ociosidade – aparentemente inofensivo, porém, autêntico lobo em pele de ovelha, este obsessor é o que mais bem sabe se disfarçar e, assim, enganar aqueles que se comprazem em sua companhia.

Ambição – dos agentes das trevas, este, talvez, seja o mais inconsequente de todos, porque, em verdade, enquanto não leva a sua vítima para o túmulo não lhe concede trégua.

Muitos outros obsessores deste naipe, em falanges inumeráveis, óbvio, poderiam ser aqui ainda listados: orgulho, desfaçatez, sensualidade, cupidez, mentira, maledicência, leviandade…

Não obstante, crendo ter cumprido com o papel de denunciá-los, vamos parando por aqui, não sem antes afirmar que estes quadros de obsessão, para os quais quase ninguém cogita de tratamento espiritual sério, através, principalmente, da desobsessão no trabalho da Caridade, são os responsáveis por 90% dos desastres cuja culpa os homens encarnados acham muito mais fácil atribuir aos infelizes desencarnados que, também, tombaram sob o seu talante.

CARLOS A. BACCELLI – INÁCIO FERREIRA