INFORMATIVO

 

Caros frequentadores do CEPEC.

A saúde é um patrimônio que devemos sempre cultivar.

Ao cuidado com a saúde espiritual, devemos aliar a saúde do corpo físico, ferramenta para nossa evolução.

 O CEPEC  vem comunicar aos seus frequentadores que suspenderá as reuniões públicas e mediúnicas, atividades de estudo e atendimento espiritual (passe e diálogo fraterno),  durante o período necessário, para que se restabeleçam as condições mínimas  de segurança aos seus frequentadores.

Informamos também que o Curso de Apometria não começou, que será realizado e que todas as dúvidas serão resolvidas tão logo os trabalhos da casa sejam reiniciados.

Estimulamos os espíritas ao exercício da prece, em benefício de toda a Humanidade, e ao cultivo da esperança e do otimismo, traduzidos em nossos atos e palavras.

Confiemos em Deus e façamos o nosso melhor!

Centro de Estudos e Pesquisas Espíritas de Curitiba.

Desânimo

 

 

“O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem.” O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Capítulo 5º – Item 18.

Insidioso, de fácil propagação, tem caráter pandêmico.

Grassa com celeridade, entorpecendo sentimentos com força que aniquila a vida.

Inimigo desconsiderado fere em profundidade e se agasalha dominador em todas as criaturas a todo instante, sendo difícil de ser erradicado.

Com poder semelhante às viroses contagia mais do que a grande maioria das enfermidades comuns.

Conduz às dissipações, à loucura, ao crime.

Aqueles que lhe caem nas malhas, invariavelmente derrapam para os vales desesperadores dos estupefacientes, do suicídio.

Suas vítimas apresentam-no refletido no “fácies” característico, deprimente.

São mórbidas, indiferentes, perigosas.

Grande facção da humanidade sofre-lhe a ação deletéria.

Esse adversário soez e destruidor de multidões é o desânimo.

Companheiros da fé valorosos, desencorajados de prosseguirem, recuam.

Trabalhadores devotados, assinalados pelo sofrimento, estacionam. Serventuários da esperança, desiludidos, fogem. Mantenedores de tarefas socorristas, desajustados, param… sob o império do desânimo.

Prossegue tu!

Todos falam que recolheram, do labor a que se devotaram, espinhos rudes e rudes ingratidões.

Explicam, com argumentos injustificáveis, que a moral evangélica para o momento em que se vive não mais tem aplicação: está ultrapassada.

Creem que perderam o tempo, aplicado anteriormente na execução do programa divino, apresentado pelo Espiritismo.

São vítimas inertes do desânimo.

Sem explicações para se justificarem a si mesmos a fuga espetacular para com os deveres assumidos espontaneamente, acusam e acusam.

Não lhes dês ouvidos.

Amigos falam que não conseguem perseverar nos ideais fascinantes e severos da Doutrina dos Imortais.

Também tu.

Alguns reconhecem os erros e a inutilidade de lutarem contra as próprias deficiências.

Dá-lhes razão, pois que não é diferente o que ocorre contigo.

Outros esclarecem que tentaram seguir os postulados espiritistas, mas o tributo a oferecer é grande demais, em considerando as incertezas de que se encontram possuídos.

Concordas com eles ao auscultares o imo em tormentos múltiplos.

Eleva o padrão mental de tuas meditações.

Expulsa o tóxico letal que se infiltra sutilmente na tua organização espiritual.

Faze um exame dos que debandaram das fileiras do dever…

O desanimado é alguém que tombou antes do termo da jornada.

Reage com todas as forças e não possibilites “horas vazias” para se encherem de desesperanças nas províncias do teu pensamento.

Homens e mulheres, que lutaram em todos os tempos para construírem o ideal de felicidade humana, experimentaram o miasma pestilento desse sicário do espírito.

Reagindo, porém, e perseverando abrasados pelos empreendimentos começados, elaboraram o clima de esperança que muitos respiram, abençoados pelo sol de amor que os aquece.

Estuda o Evangelho e vive-o, embora não consigas avançar incorruptível. Se tombares no afã da verdade, recomeça. Se despertares ao peso de irrefreável fadiga, recomeça.

Se experimentares desespero porque demora a materialização dos teus anseios, recomeça.

O trabalho de valorização do bem é de recomeço e recomeço, porquanto cada passo dado na direção do objetivo é vitória alcançada sobre o terreno a vencer…

Quando o desânimo, investindo contra os teus propósitos superiores, situar o seu quartel na rotina das tuas atividades nobres, modifica o “modus operandi” e prossegue, renovado, combatendo nos painéis da mente essa vibração desagregadora transmitida por outras mentes que perseguem o Evangelho Redentor, desde há muito, e, exaltando a alegria do serviço em cada minuto de ação superior, destroça as armadilhas bem urdidas desse revel inimigo, alcançando a plataforma superior da glória de ajudar com desinteresse e amor.

FRANCO, Divaldo Pereira. Espírito e Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 28.

Aniversário de nascimento de Allan Kardec.

Allan Kardec
Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma família antiga que se distinguiu na
magistratura e na advocacia, Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu essas
carreiras. Desde a primeira juventude, sentiu-se inclinado ao estudo das ciências e da filosofia.
Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais
eminentes discípulos desse célebre professor e um dos zelosos propagandistas do seu sistema de
educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino na França e na
Alemanha. Foi nessa escola que lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o colocariam na
classe dos homens progressistas e dos livre-pensadores.
Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os atos de
intolerância que por isso teve de suportar, no tocante a essa circunstância, cedo o levaram a
conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos
com o intuito de alcançar a unificação das crenças. Faltava-lhe, porém, o elemento
indispensável à solução desse grande problema. O Espiritismo veio, a seu tempo, imprimir-lhe
especial direção aos trabalhos.
Concluídos seus estudos, voltou para a França. Conhecendo a fundo a língua alemã,
traduzia para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral e, o que é muito
característico, as obras de Fénelon, que o tinham seduzido de modo particular.
Era membro de várias sociedades sábias, entre outras, da Academia Real de Arras, que,
em o concurso de 1831, lhe premiou uma notável memória sobre a seguinte questão: Qual o
sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?
De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química,
Física, Anatomia comparada, Astronomia, etc., empresa digna de encômios em todos os tempos,
mas, sobretudo, numa época em que só um número muito reduzido de inteligências ousava
enveredar por esse caminho.


Entre as suas numerosas obras de educação, podem ser citadas: Plano proposto para
melhoramento da Instrução pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o
método Pestalozzi, para uso dos professores e das mães de família (1824); Gramática francesa
clássica (1831); Manual dos exames para os títulos de capacidade; Soluções racionais das
questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846); Catecismo gramatical da língua
francesa (1848); Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que
ele professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Municipalidade e da
Sorbona, seguidos de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito
apreciada na época do seu aparecimento e da qual ainda recentemente eram tiradas novas
edições.
Antes que o Espiritismo lhe popularizasse o pseudônimo de Allan Kardec, já ele se
ilustrara, como se vê, por meio de trabalhos de natureza muito diferente, porém tendo todos,
como objetivo, esclarecer as massas e prendê-las melhor às respectivas famílias e países.
Pelo ano de 1855, posta em foco a questão das manifestações dos Espíritos, Allan
Kardec se entregou a observações perseverantes sobre esse fenômeno, cogitando principalmente
de lhe deduzir as conseqüências filosóficas. Entreviu, desde logo, o princípio de novas leis
naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. Reconheceu, na
ação deste último, uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luz sobre
uma imensidade de problemas tidos por insolúveis, e lhe compreendeu o alcance, do ponto de
vista religioso.
Suas obras principais sobre esta matéria são: O Livro dos Espíritos, referente à parte
filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, relativo
à parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho segundo o Espiritismo,
concernente à parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A justiça de Deus segundo o
Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); A
Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal começado a 1º de janeiro de
1858.


Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente
constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim
exclusivo era o estudo de quanto possa contribuir para o progresso da nova ciência. Allan
Kardec se defendeu, com inteiro fundamento, de coisa alguma haver escrito debaixo da
influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e calmo, observou os
fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem. Foi o primeiro a apresentar a teoria
relativa a tais fatos e a formar com eles um corpo de doutrina, metódico e regular.
Demonstrando que os fatos erroneamente qualificados de sobrenaturais se acham
submetidos a leis, ele os incluiu na ordem dos fenômenos da Natureza, destruindo assim o
último refúgio do maravilhoso e um dos elementos da superstição.
Durante os primeiros anos em que se tratou de fenômenos espíritas, estes constituíram
antes objeto de curiosidade, do que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez que o
assunto fosse considerado sob aspecto muito diverso. Abandonaram-se as mesas girantes, que
tinham sido apenas um prelúdio, e começou-se a atentar na doutrina, que abrange todas as
questões de interesse para a Humanidade.
Data do aparecimento de O Livro dos Espíritos a fundação de Espiritismo que, até
então, só contara com elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance nem toda gente
pudera apreender. A partir daquele momento, a doutrina prendeu a atenção de homens sérios e
tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos, aquelas idéias conquistaram numerosos
aderentes em todas as camadas sociais e em todos os países. Esse êxito sem precedentes
decorreu sem dúvida da simpatia que tais idéias despertaram, mas também é devido, em grande
parte, à clareza com que foram expostas e que é um dos característicos dos escritos de Allan
Kardec.
Evitando as fórmulas abstratas da Metafísica, ele soube fazer que todos o lessem sem
fadiga, condição essencial à vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controversos, sua
argumentação, de cerrada lógica, poucas ensanchas oferece à refutação e predispõe à convicção.
As provas materiais que o Espiritismo apresenta da existência da alma e da vida futura tendem a
destruir as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina e
que deriva do precedente é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de
filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por João Reynaud, Carlos Fourier,
Eugênio Sue e outros. Conservara-se, todavia, em estado de hipótese e de sistema, enquanto o
Espiritismo lhe demonstrara a realidade e prova que nesse princípio reside um dos atributos
essenciais da Humanidade. Dele promana a explicação de todas as aparentes anomalias da vida
humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais, facultando ao homem saber
donde vem, para onde vai, para que fim se acha na Terra e por que aí sofre.
As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a
marcha dos povos e da Humanidade, pela ação dos homens dos tempos idos e que revivem,
depois de terem progredido; as simpatias e antipatias, pela natureza das relações anteriores.
Essas relações, que religam a grande família humana de todas as épocas, dão por base, aos
grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal, as
próprias leis da Natureza e não mais uma simples teoria.
Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão
a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade. A fé, uma base se
faz necessária e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não
basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É
precisamente ao dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o número de incrédulos,
porque ela quer impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o
raciocínio e o livre-arbítrio.
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a tomar da obra e o último a deixá-la, Allan
Kardec sucumbiu, a 31 de março de 1869, quando se preparava para uma mudança de local,
imposta pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Diversas obras que ele estava
quase a terminar, ou que aguardavam oportunidade para vir a lume, demonstrarão um dia, ainda
mais, a extensão e o poder das suas concepções.
Já não existe o homem. Entretanto, Allan Kardec é imortal e a sua memória, seus
trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que empunharem forte e vigorosamente o
estandarte que ele soube sempre fazer respeitado.
Uma individualidade pujante constituiu a obra. Era o guia e o fanal de todos. Na Terra,
a obra subsistirá o obreiro. Os crentes não se congregarão em torno de Allan Kardec; congregarse-ão em torno do Espiritismo, tal como ele o estruturou e, com os seus conselhos, sua
influência, avançaremos, a passos firmes, para as fases ditosas prometidas à Humanidade
regenerada.
Fonte: Obras Póstumas.

Biografia.

                                                                                       José Herculano Pires

José Herculano Pires nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou na capital em 09/03/1979.

Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, Sonhos azuis (contos), e aos 18 anos o segundo livro, Coração (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no O Malho.

Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba. Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos.

Transformou em 1928 o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal Diário Paulista e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou Estradas e ruas (poemas), que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente.

Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, O caminho do meio, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schmidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins.

Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados, são funções que exerceu na rua 7 de Abril por cerca de trinta anos.

Autor de 81 livros de filosofia, ensaios, histórias, psicologia, pedagogia, parapsicologia, romances e espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita. Lançou a série de ensaios “Pensamento da Era Cósmica” e a série de romances e novelas de “Ficção Científica Paranormal”.

Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: O ser e a serenidade. De 1959 a 1962, foi docente titular da cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.

Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.

José Herculano Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de parapsicologia para os centros acadêmicos da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior.<

Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos.

Foi membro da Academia Paulista de Jornalismo, onde ocupou a cadeira “Cornélio Pires” em 1964, e pertenceu à União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de diretor e membro do Conselho no ano de 1964.

Exerceu ainda o cargo de chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do sr. Jânio Quadros, no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo.

Espírita desde a idade de 22 anos, não poupou esforço na divulgação falada e escrita da doutrina codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida. Durante 20 anos manteve uma coluna diária sobre espiritismo nos Diários Associados, com o pseudônimo de Irmão Saulo. Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título Chico Xavier pede licença.

Foi diretor fundador da revista Educação Espírita, publicada pela Edicel.

Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da trilogia “A Conversão do Mundo”. Publicou em 1975 Lázaro e, com o romance Madalena, concluiu a trilogia.

Traduziu cuidadosamente as obras da codificação de Allan Kardec, enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha. Colaborou ainda com o dr. Julio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita de Allan Kardec.

Ao desencarnar deixou vários originais, que vêm sendo publicados pela Editora Paidéia.

Fundação Herculano Pires