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    DESCONHECEMOS OS CAMINHOS DE DEUS

    15 de maio de 2011

     

    Assistimos recentemente um interessante seriado, Os Pioneiros, produzido nos anos de l974 a 1983, reprisado por um canal de TV. O ator e diretor, Michael London, faleceu prematuramente, aos 54 anos, em 1991.

    Os episódios do seriado, com riqueza de imagens e interpretações, se passam num pequeno povoado, na década de 1870. Todos os vizinhos se conhecem, e sua vida gira em torno da  Igreja e da Escola.

    O casal da história tem quatro filhas. A última fora esperada com muita ansiedade. Os pais, como seria natural, após três filhas desejavam um menino. Mas foram novamente agraciados com uma menina, que foi de pronto aceita com naturalidade, carinho e muito amor.

    A vida transcorria com as dificuldades naturais de quem depende da agricultura. A filha mais velha, já adolescente, desejava ardentemente ser professora. Era muito dedicada à leitura e às pesquisas, dentro das limitações da época.

    Em face do extremo cansaço ocular, mesmo usando óculos, o pai solícito a levou a uma cidade próxima para fazer uma consulta mais detalhada com um médico oftalmologista. Após minucioso exame, e ficando ao par que a menina tivera uma séria doença – escarlatina – nos primeiros anos de sua vida, chama o pai em separado e lhe faz este terrível diagnóstico: em breve sua filha estaria irremediavelmente cega! O pai teve um choque. Não quis acreditar. Isto não era possível! Teria que ter uma outra solução…

    Retornando para casa, primeiro contou à esposa. Mas como contar isto à filha? Procurou o pároco. Este procedia como um autêntico porta-voz de Jesus, evidenciado em  seus ensinos e no exemplo de sua vida. Após ser informado da grave situação, disse: na maioria das vezes não sabemos por que as coisas acontecem, e desconhecemos aquilo que Deus está reservando a cada um.

    Dias depois a filha perde totalmente a visão. A comoção da família é geral, e a menina com esta situação totalmente inesperada muito sofre e chora. Como prosseguir vivendo? Passado algum tempo, o casal toma a difícil decisão de encaminhar a filha a uma escola para este tipo de limitação. Apesar da relutância para superar estes desafios, há finalmente a aceitação dela para este novo e difícil aprendizado…

    É evidente que houve muitas dificuldades para adaptar-se à escola. Como norma disciplinar, os pais somente poderiam visitá-la após três longos meses. Notícias, somente através de cartas.

    O tempo passa célere. Seu jovem professor, também cego, acaba se apaixonando pela aluna. Ela também se sente atraída. Com o passar de mais algum tempo e com o aval do diretor daquela instituição, de comum acordo resolvem se mudar para outra cidade e fundar uma nova escola, onde finalmente ela poderia concretizar o seu sonho de lecionar, embora numa situação jamais prevista.

    Os pais, antes que começassem as atividades em nova cidade, os convidam para passar uns dias em sua casa. No domingo todos foram à missa, na pequena igreja. O padre fez a preleção habitual e no final lembrou das palavras que dissera ao pai naquele momento de extremo infortúnio. Pediu à jovem que dissesse as palavras finais para encerrar o culto dominical.

    Ela leu um salmo escrito em braille* que terminava com belíssimas palavras de Fé, louvando a Vida e qualquer carência que porventura possa nos envolver. Dizia que é preciso nos resguardar na Fé, na Esperança e nos desígnios do Pai Supremo. Isto quase sempre está acima de nossa compreensão. Mas é preciso que seja superado qualquer tipo de limitação,  que sempre resulta em benefício próprio e de outros que passam a compartilhar de suas experiências…

    Curitiba, 6 de janeiro de 2011-Reflexões do Cotidiano-Saul

    http://mensagensespiritas.vilabol.uol.com.br ou http://mensagensdiversificadas.zip.net

    * Louis Braille nasceu em Paris em 4 de janeiro de 1809 e faleceu aos 43 anos em 6 de janeiro de 1852. Aos 12 anos, num acidente, sofreu infecção de uma vista, que afetou também a outra e perdeu totalmente a visão. Aos 15 anos apresentou ao Diretor de sua Escola o seu novo alfabeto, com 63 combinações, que é para expressarem todas as letras. Morreu ignorado por seus contemporâneos, que não tiveram a visão da amplitude de seu trabalho. Os jornais da época nem mesmo noticiaram sua morte. Assim aconteceu com muitos grandes benfeitores da humanidade, que não foram reconhecidos por suas obras.


    NÃO HÁ PRIVILÉGIOS

    10 de maio de 2011

    Recebo todos os meses um Jornal da Paróquia. Leio a página de abertura escrita pelo pároco responsável pela Igreja, que me chamou a atenção. Não tenho o objetivo de alimentar polêmicas estéreis, que apenas dividem e nada acrescenta em nossas vidas. Uma afirmação do sexto tópico do artigo é o motivo principal de nossas Reflexões do Cotidiano de hoje. É uma afirmação categórica: “Só há um Deus, que é amor, e que o ama profundamente – concordamos plenamente – a ponto de se encarnar”. Relevamos o entendimento de que a figura de Jesus seria a encarnação do próprio Deus-Pai.

    Sentimos o Supremo Criador como Causa Primária de todas as coisas.

    Jesus, em sua breve peregrinação terrena, deixou claro que nós somos partículas divinas, doadas pelo incomensurável Criador, para que através de milenares vivências fôssemos agregando conhecimentos e valores. Um dia ainda nos veremos na condição de autênticos discípulos Dele, cuja grandiosa personalidade está bem acima de nossa compreensão. Em inúmeras passagens existe a clara distinção entre Ele e o Pai.  A oração do Pai Nosso inicia com esta afirmativa: Pai nosso que estais nos Céus…

    Entretanto, Ele nos dá esperança, não se colocando na condição de um ser privilegiado. Se assim fosse, onde estaria a Justiça Divina? Afirmava que também nós seríamos deuses e poderíamos, um dia, fazer aquilo que Ele realizava. Ele tem maior experiência evolutiva, e somou qualidades que ainda estão muito além de nosso restrito entendimento.

    A Natureza em si é uma prova da equidade das imutáveis Leis do Criador.

    Todos os reinos se entrelaçam, numa perene sequência de transmutação evolutiva. Não há privilégios. Apenas conquistas.

    Hoje, com o nosso limitado saber, nos faltam percepções para entender Suas Leis. A razão nos diz que à medida que dilatarmos nosso  entendimento, mais iremos compreender os mistérios da Vida…

    Neste exato momento nos compete amar mais. Trabalhar incessantemente no Bem. Somente assim alcançaremos compreender o sentido da Vida.

     

    Curitiba, 09 de janeiro de 2011- Reflexões do Cotidiano – Saul

    http://mensagensespiritas.vilabol.uol.com.br ou http://mensagensdiversificadas.zip.net


    DIA DAS MÃES.

    5 de maio de 2011

     

    A efeméride do segundo domingo de maio é consagrada em nosso país às mães.

     

    Somente à mulher Deus dá a condição de gerar uma nova vida!

     

    Todos tiveram uma mãe. Muitos a tem presente até hoje, o que se constitui um privilégio. Para outros, ela já se encontra em outra dimensão. Neste caso é natural que o sentimento de saudade aflore, restando o consolo de  um novo reencontro, pois para estes seres iluminados, o amor é incondicional, não tem limites, vai muito além de espaço e tempo.

     

    Almas femininas encontram na maternidade a manifestação divina do mais puro Amor, na doação permanente do afeto, da abnegação. Enquanto aqui permanecem, não importa a idade de seus filhos. Para elas continuam sendo “crianças-adultas” e prosseguem merecendo atenção permanente. Na sequência natural da vida, muitas chegam a ser avós, e passam a exercer a função de segundas mães.

     

    Estes seres são a prova incontestável da ação Inteligente do Criador. A perpetuação dos seres humanos é um mecanismo divino de enorme complexidade, para dar nova oportunidade de evolução ao Espírito na dimensão física.

     

    Que neste domingo dedicado a elas, haja o reconhecimento e a gratidão dos filhos a estas almas que evidenciam o mais puro amor e não esperam recompensa. Que não fique restrita a esta data a manifestação do carinho e do afeto. Que possamos cultivar a consciência de que na vida tudo passa, e somente o amor prevalece e deve estar acima de tudo. Ele – o Amor! – é a energia divina que tudo entrelaça e sustenta.

     

    Muitas não podem ser mães biológicas. Isto não limita aquelas que desejam ser mães! Ao embalar em seu colo o filho alheio, como se seu próprio filho fosse, existe maior prova da manifestação de Amor?

     

    Os caminhos de Deus na maioria das vezes fogem ao nosso entendimento.

     

    Aqueles que hoje não têm a presença de sua mãe, troquem a tristeza pela alegria, pois um dia se reencontrarão. A vida transcende a dimensão física, e em nossa “pátria de origem” nos reencontraremos, pois os laços do Amor jamais se rompem. Prosseguem, hoje, amanhã e sempre.

     

    Pois Deus, acima de tudo é Amor!

     

    * Origem da comemoração do Dia das Mães:

    A idéia foi originalmente da jovem Ana Jarvis, no Estado da Virginia do Oeste (EUA). Quis tornar uma data nacional, muito lutou por isto. Em 10 de maio de 1914, o Congresso Nacional recomendou a comemoração do Dia das Mães e o Presidente Woodrow Wilson assinou o decreto-lei considerando o segundo domingo de maio como o “Dia das Mães.”

     

    Em nosso país foi instituído em 6 de maio de 1932.  Getúlio D. Vargas, então Presidente da República, atendendo a um apelo da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, assinou decreto-lei considerando o segundo domingo de maio consagrado às mães, “em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para  despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, no sentido da solidariedade humana.”

    Dados compilados da Wikipédia

     

    Curitiba, 6 de maio de 2010-  Reflexões do Cotidiano- Saul

    http://mensagensespíritas.vilabol.uol.com.br


    DIA DO TRABALHO

    1 de maio de 2011

                                                    

    Primeiro de maio é um dos feriados universais, comemorado em muitos países. Há apenas um pouco mais de um século atrás, os trabalhadores estavam completamente desprotegidos, em função de pouquíssimas leis que lhes dessem amparo.

     

    Elas surgiram com o início das atividades industriais, que começaram a ter os seus destaques no século XVIII.

     

    Nos primórdios de nossa história, as atividades se restringiam à caça, pesca e mais tarde rudimentares trabalhos na agricultura. Passou a ter um papel preponderante a atuação nesta área.

     

    A própria agricultura sentiu os efeitos benéficos do início da era industrial, incorporando para si novas tecnologias que facilitavam o trabalho, exigindo menos mão-de-obra. As pessoas migraram para os grandes centros urbanos para exercerem novos trabalhos.

     

    Os setores industriais começaram a produzir bens que proporcionaram mais conforto à vida das pessoas, tornando mais fácil suas atividades diárias. Inevitavelmente no final daquele século e nas décadas seguintes o Capital e o Trabalho precisaram aprimorar suas Leis, a fim de terem uma relação mais justa. Muitos líderes sindicais deram suas próprias vidas para que leis fossem aprimoradas e amparassem aqueles que somente tinham para oferecer sua mão-de-obra.

     

    Apesar dos enormes avanços, os desafios prosseguem no século atual, diante de uma economia globalizada. Os trabalhadores precisam do amparo das leis para manter seus empregos.

     

    Não é fácil diante do egoísmo de grupos que visam somente o lucro, não se importando com as consequências na vida das pessoas, cuja única fonte de renda é oferecer o seu trabalho.

     

    Em recente pronunciamento, um Senador fazia um alerta às autoridades competentes: produtores de café solúvel, que tem um excelente mercado de exportação, importaram matéria-prima da Coréia do Norte. Café de difícil mercado, pois contém excesso de defensivos agrícolas, que tem dificultado sua exportação, além da baixíssima remuneração de seus trabalhadores, sem quaisquer leis sociais que os protejam. Com isto nossos produtores corriam o risco de terem suas exportações extremamente dificultadas, quando os importadores soubessem que nem toda a matéria-prima era colhida em solo brasileiro.

     

    O egoísmo continua sendo uma barreira que dificulta o bom relacionamento entre Capital e Trabalho. Como o mundo está carente de visionários como Henry Ford, que no seu tempo dobrou os salários dos metalúrgicos. Muitos achavam que iria falir. Pelo contrário, prosperou ainda mais, pois o operário contente produz com mais consciência coletiva, visando o bem da própria empresa. Ele viveu além de seu tempo, dizendo que o ganho do metalúrgico deveria permitir que comprasse o carro por ele fabricado.  

     

    *Em Paris, no mês de maio de 1889, houve um Congresso Socialista, que instituiu o Dia Mundial do Trabalho, em homenagem aos trabalhadores que participaram de uma greve geral em Chicago, em maio de 1886. Uma das reivindicações era - pasmem! - diminuir a jornada de trabalho de 17 horas. Houve sérios conflitos com policiais, com vitimas e feridos. Cinco líderes foram rapidamente julgados e condenados – no mês de outubro – ao enforcamento. Um deles suicidou-se na prisão.

     

    Quando tomamos conhecimento destes tristes acontecimentos, nos parecem ficção. Mas aconteceram. Com certeza o sacrifício destes mártires, e de muitos outros, não foi inútil, pois acelerou o processo de termos uma sociedade mais justa e solidária.

     

    Curitiba, 30 de abril de 2010

     

    Reflexões do Cotidiano-Saul (walmor.zimerman@bol.com.br )

     

                                          http://mensagensespiritas.vilabol.uol.com.br