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    O CANTO DOS PÁSSAROS

    28 de abril de 2011

     

    Quem tem o privilégio de morar num bairro, em residência térrea, observará e ouvirá, bem antes do amanhecer, a alegre sinfonia dos pássaros louvando a vida por mais um dia. Independente das intempéries, chuva ou calor, e mesmo diante das dificuldades naturais de seu viver, na luta diária de alimentar a si e aos seus rebentos.

     

    Não se queixam, não se lamentam diante das adversidades de seu dia-a-dia. Vivem e louvam! Em cada amanhecer encontram uma energia maior que envolve a todos, dando ânimo, coragem para resolutamente prosseguirem.

     

    Jesus, em suas sábias palavras, não se esqueceu de mencioná-los: “As aves não semeiam e não ceifam, mas o Senhor as alimenta…”

    Uma lição estendida a nós, seres humanos, tão propensos às reclamações e preocupações excessivas quanto ao nosso amanhã.

     

    Vivamos a vida com alegria sã, independente de nossas dificuldades.  Recorramos sempre à oração sincera. Ela é o salutar bálsamo para curar nossos lamentos e inquietações. Dita com Fé, e não importando o número de palavras, a prece é eficaz canal, que retorna a cada um as bênçãos do Alto, independente das convicções religiosas.

     

    Nos momentos em que paira no ar um sentimento de tristeza pelas provações coletivas, em vários Estados brasileiros ou em outros países, com o desenlace de centenas de nossos irmãos, façamos nossa oração silenciosa, rogando o ânimo para os que ficaram e perderam quase tudo, além da dor da ausência dos que se foram.  Oremos também para sustentar a persistência no trabalho dos que ajudam na difícil tarefa de reconstrução, para que todos aprendam suas lições e retomem suas atividades. E que haja discernimento das nossas autoridades no sentido da prevenção de novos sofrimentos.

     

    E se tivermos alguma condição de ajudar materialmente, o façamos. Esta é a hora de aliarmos a Oração ao sentimento da solidariedade para os que enfrentam provação tão extrema. Além das perdas materiais, sofrem pela ausência dos que regressaram a outra dimensão de forma totalmente inesperada. O importante não é entender as causas, mas sim tão-somente ajudar…   

     

    Curitiba, 15 de janeiro de 2011- Reflexões do Cotidiano – Saul

    http://mensagensespiritas.vilabol.uol.com.br ou http://mensagensdiversificas.zip.net

     


    FIDELIDADE ALÉM DAS FRONTEIRAS

    8 de abril de 2011

     

                                                                                                                             

     

     

    Uma foto chamou nossa atenção na Internet com os dizeres: “Cachorro Leão guarda o túmulo de sua dona C.M.C.S., morta nas chuvas do Rio há dois dias. O animal não sai do lado do túmulo, em Teresópolis“.

     

    A fidelidade e ligação dos animais remontam aos primórdios de nossa evolução, numa prova eloquente de que, além do instinto, já possuem certos vestígios de sensibilidades, que muitos acreditam restritas aos seres humanos…

     

    A literatura espírita é repleta de participações do melhor amigo do homem.

     

    Vem-nos à lembrança o romance: “Memórias de Padre Germano”, escrito por Amália Domingos Sóler (Sevilha 10.11.1835; Barcelona 29.04.1909).

    Segundo consta, “para editar suas memórias, valeu-se de um médium falante inconsciente, auxiliado por alguém que fosse capaz de registrar, sentir, compreender e apreciar o que ele dissesse. Esta tarefa, de difícil execução nos idos de 1880 a 1884, sem a facilidade de um gravador tão comum nos dias de hoje, coube a Amália Domingos Sóler, o maior vulto do espiritismo da Espanha.”

     

    O primeiro encontro direto com esta entidade se deu em 9 de maio de 1879 e  revelou que desde há muito estava na condição de seu Guia Espiritual…

     

    Sultão – este era o nome de seu cão – sempre teve destacada presença nas vivências de sua vida e dela participava intensamente, em inúmeros episódios narrados por ele no longo acervo de suas vibrantes memórias.  A prática do bem pairava sempre acima de tudo, demonstrando nos mínimos atos um autêntico discípulo e seguidor sincero dos ensinos de Jesus.

     

    A primeira edição do livro foi lançada na Espanha em 1891. No Brasil foi lançado em 1909 pela Federação Espírita Brasileira. Apesar da primeira edição da Espanha já ter completa 120 anos de sua publicação, e a primeira edição brasileira 102 anos, é uma obra sempre lida, com vibrantes ensinamentos: que amar vale a pena, e que o bem há de triunfar apesar de todas as mazelas humanas.

     

    Há um romance que foi escrito pela psicografia da médium Zilda Gama, nascida em Três Ilhas, município de Juiz de Fora-MG em 11/03/1878 e o seu desenlace se deu na cidade do Rio de Janeiro em 10/01/1969, com quase 91 anos. Coube a ela ser médium missionária e através de sua abençoada psicografia Victor Hugo ditou sete espetaculares romances, que até os dias de hoje continuam a emocionar a todos que os lêem, tirando deles proveitosos aprendizados. Demonstrou que a opção do caminho do bem, em qualquer circunstância, é a melhor escolha: eleva e liberta, enquanto as práticas negativas nos aprisionam  em muitos compromissos de difícil ressarcimento.

     

    Ficamos devendo aos nossos prezados leitores o nome deste romance. Um cão acompanhava seu dono em uma pequena viagem. Num certo trecho do percurso, ele afoitamente queria impedir que o dono prosseguisse. Estava a cavalo, e sem dar a devida atenção à atitude estranha de seu cão, avançou pelo caminho conhecido.  Ele estava “farejando” que seu dono sofreria uma emboscada por parte de um de seus melhores amigos que, sabendo antecipadamente do caminho que passaria, o aguardava usando uma máscara para disfarçar sua identidade. Utilizando o elemento surpresa, acabou assassinando seu próprio amigo, pois nutria uma paixão doentia pela sua esposa. O cão tentou defendê-lo, porém não conseguiu êxito. Embora muito ferido, conseguiu regressar a sua casa. Todos já imaginavam que uma tragédia poderia ter ocorrido, fato logo comprovado, para tristeza de todos.

     

    Muitas histórias demonstram de forma inequívoca que certos animais não agem somente por instinto, mas já tem percepção extra-sensorial, que vai muito além de nosso limitado conhecimento. Possuem, com certeza, uma imortal “chama divina”, que deve também estar sujeita à esteira evolutiva.

     

    O Criador, na Sua Magnânima Sabedoria, tudo entrelaça: do átomo à poeira das estrelas, na viagem incessante de agregar valores. Faltam-nos ainda sutilezas para entendermos o conjunto de Suas Imutáveis Leis. Está na prática do Amor Incondicional a chave para abrir as portas destas compreensões…         

                  

             Padre                Germano                                                                                                                   

                                 

           

                  Zilda Gama

       

     

     

     

                                                                                                                                             

    Curitiba, 17 de janeiro de 2011. Reflexões do Cotidiano – Saul.

     

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